[ Nicodemos Sena (2º Tesoureiro) ]

Nicodemos Sena nasceu no dia 8 de julho de 1958, em Santarém, Pará, Amazônia brasileira, passando parte de sua infância entre índios e caboclos do rio Maró, na região de fronteira entre os estados do Pará e Amazonas. Dessa experiência – que marcou para sempre a sensibilidade do escritor identificado com a terra e as gentes amazônicas – extrairia a matéria-prima com que comporia os seus romances.

Em 1977, vai para São Paulo, formando-se em Jornalismo, pela PUC (Pontifícia Universidade Católica), e em Direito, pela USP (Universidade de São Paulo).

Repórter e Redator em órgãos da imprensa de São Paulo. Durante o ano de 2000, retorna ao Pará, exercendo o cargo de Diretor de Redação de “A Província do Pará”.

Em 1999, faz sua estréia literária com o romance A espera do nunca mais – uma saga amazônica (Editora Cejup, Belém, 876 pág.).

A crítica recebe A espera do nunca mais com entusiasmo. No Pará, proclamou Vicente Salles: “Com A espera do nunca mais, pela primeira vez temos, na ficção, o caboclo como agente da história, o índio que se destribalizou, que vive entre dois universos que se opõem e se excluem”. (“O caboclo como agente da história”. A Província do Pará. Belém, 15 de março de 2000).

No Rio de Janeiro, escreveu Olga Savary: “É uma alegria quando nos deparamos com um livro como A espera do nunca mais, esta extraordinária saga amazônica, narrada com sedução, seriedade, poesia. Forma e estilo são impecáveis nessa estréia, que nem estréia parece, de tão madura. Uma lição de literatura e brasilidade”. (“Amazonense faz boa ficção com ‘anos de chumbo’ e choques entre culturas”. O Globo. Caderno Prosa & Verso. Rio de Janeiro, 3 mar. 2001).

Em São Paulo, escreveu Oscar D’Ambrosio: “A espera do nunca mais desafia e devora o leitor desde o início. Feito sucuriju, abre sua bocarra e obriga a penetrar num universo denso. Não adianta resistir. Uma vez dentro da boca deste livro-serpente, o destino é conhecer os seus interstícios plenos de um fazer artístico solidamente urdido, elaborado com mãos de mestre”. (“Uma extensa e densa aula de Amazônia”. Jornal da Tarde. Caderno de Sábado. São Paulo, 20 maio 2000).

Em 2000, A espera do nunca mais conquista o Prêmio Lima Barreto/Brasil 500 Anos, da União Brasileira de Escritores (UBE/Rio de Janeiro). Em 9 de novembro do mesmo ano, profere a palestra “Mito e imaginação no romanceiro amazônico” (na Academia Paraense de Letras). E, em 14 de outubro, a palestra “O romance e o processo de criação” (na Faculdade de Letras da UFPA na cidade de Castanhal).

Em 2001, é um dos escritores convidados pela IV Feira Pan-Amazônica do Livro (Belém).

Em 2002, Nicodemos Sena aparece no Dossier Amazônico publicado na revista literária portuguesa “Construções Portuárias” (nº01), no qual foi incluído um trecho do seu segundo romance A noite é dos pássaros, ao lado de importantes escritores da Amazônia, entre os quais Max Martins, João de Jesus Paes Loureiro, Vicente Franz Cecim, Age de Carvalho, Benedicto Monteiro e Benedito Nunes.

Em 2003, A noite é dos pássaros é publicado em forma de folhetim, em dezoito episódios semanais, de 3 de abril a 31 de julho, no jornal O Estado do Tapajós (Santarém do Pará) e na revista eletrônica portuguesa “TriploV”. Ainda em 2003, A noite é dos pássaros é publicado em formato livro (Editora Cejup, 136 pág.). No mesmo ano fragmentos de A noite é dos pássaros são publicados nas revistas “Palavra em Mutação” (nº02) e “Storm-Magazine”, ambas de Portugal.

Ainda em 2003, A noite é dos pássaros conquista o prêmio Lúcio Cardoso, da Academia Mineira de Letras, e, em 2004, Menção Honrosa no prêmio José Lins do Rego, da União Brasileira de Escritores (UBE/Rio de Janeiro).

Em outubro de 2003, participa, como escritor convidado, do II Simpósio Multidisciplinar promovido pela UNIFAI/Centro Universitário Assunção, em São Paulo, onde profere palestra sobre o tema “A função da literatura em face da ética e as novas tecnologias”.

Seus romances mereceram comentários em grandes jornais do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, Brasília e Belém do Pará (“O Globo”, “O Estado de São Paulo”, “Jornal da Tarde”, “Estado de Minas”, “Hoje em Dia”, “A Tarde”, “O Liberal”, “A Província do Pará”, “O Diário do Pará”, “Jornal Opção”, “Caderno Brasília” etc) e da cidade do Porto, em Portugal (“O Primeiro de Janeiro”).

Nicodemos Sena é nome reconhecido fora da Amazônia, tornando-se verbete na “Enciclopédia de Literatura Brasileira”, direção de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa (edição conjunta da Global Editora, Fundação Biblioteca Nacional, DNL, Academia Brasileira de Letras, 2ª edição, 2001).

Por seu estilo vigoroso e a temática inspirada na vida das populações marginalizadas da Amazônia (indígenas e caboclos), Nicodemos Sena já foi comparado a grandes ficcionistas brasileiros, como Graciliano Ramos, João Ubaldo Ribeiro, Mário de Andrade e Érico Veríssimo, e a importantes ficcionistas latino-americanos, como o paraguaio Augusto Roa Bastos e o peruano José María Arguedas.

Em 2009, foi lançado “A mulher, o homem e o cão” (Ed. LetraSelvagem, SP, 152 pág., Taubaté-SP), novo romance de Nicodemos Sena, incluído entre as “78 DICAS” do Guia da FOLHA, suplemento do jornal “Folha de São Paulo” (29/05/2009).

Ainda em 2009, foi convidado ao II Salão do Livro de Santarém, sua cidade natal.

Nicodemos Sena reside, atualmente, em Taubaté (SP).

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