[ CARTAS ]

CARTAS

Por Rilvan Batista de Santana

Eu sou de uma época que não havia informática, Internet, novidade eletrônica, portanto, não havia Fax, E-mail, Whatsapp, Tablet, Notebook, celular, Redes Sociais, etc. Telefone fixo, telégrafo, radiotelegrafo e rádio eram privilégios de poucos, a maioria absoluta se comunicava por bilhete, por carta, por telegrama, para pequenas distâncias ou grandes distâncias e se os Correios, o órgão público que fazia a ponte entre o emitente e o destinatário, às vezes, quando a carta se extraviava, levava-se dias para se receber uma comunicação. Quando morria um ente querido, a carta ou o telegrama eram tarjados de preto para designar luto.

Fui desde cedo um amante das cartas e quando eu descobri que grandes personagens da literatura usaram-na em quantidade, o pudor de usar esse instrumento da comunicação desapareceu e abati muitos desafetos com cartas contundentes ou enviava cartas românticas e apaixonadas para mulher amada, por isto, a vizinhança me procurava insistente para seu escriba.

Hoje, reuni algumas cartas e estou publicando-as para análise do leitor e da crítica especializada. São cartas simples, sem nenhuma pretensão, cujo objetivo é misturar ficção e realidade. Os personagens não são reais, algumas cartas são usadas para tecer críticas literárias, sugerir propostas e, cartas afetivas.

Porém, todas as cartas têm em comum, mostrar o lado humano das pessoas, suas fragilidades, seus defeitos e suas virtudes, mostrar que todos nós pecamos, somos falhos, mas o importante é que descubramos o bom senso como prática de vida e semeemos o bem, sejamos felizes sempre e não para sempre, pois não existe felicidade eterna, mas momentos felizes, além disto, se tivermos consciência que estamos no mesmo barco, num mar de possibilidades e o destino é a morte, o homem pensará mais no outro, porque sua felicidade não depende só de si, mas do bem estar do outro.
Mas, caro leitor, se essas cartas não condizem com a mensagem anterior, que elas sejam lidas como peças literárias de ficção, digressão de conhecimento, sem compromisso moral ou filosófico, apenas, recurso literário.

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