[ O homem nasce para ser feliz?… ]

O homem nasce para ser feliz?…

Por Rilvan Batista de Santana

Há vários anos, eu procuro conhecer o destino do homem, o significado da vida, o significado da morte e a natureza de Deus. Sei quão difícil é a compreensão duma proposição embasada na intuição e no raciocínio puro. Por isto, faz-se necessário que o meu discurso seja permeado de experiências empíricas, observáveis, não, somente, em fatos científicos, para torná-lo compreensível ao entendimento do leigo em ontologia, cosmologia, em metafísica, em teologia, enfim, em sutilezas transcendentais.

Não tenho a pretensão nem a presunção de produzir um tratado filosófico ou uma nova teoria teológica ou uma nova teoria gnosiológica ou uma tese acadêmica qualquer, eu não possuo pedigree intelectual para tanto, mesmo que, se possuísse esses conhecimentos, abster-me-ia de elaborar um texto regido de citações, referências bibliográficas ou quaisquer convenções de regras textuais. Todavia, serei honesto e criterioso para não plagiar ou tomar como meu o pensamento de outrem.

Contentar-me-ei se eu construir um texto semelhante ao “Discurso sobre o método” de René Descartes ou “Apologia de Sócrates” de Platão, quanto à compreensão e à clareza de linguagem. Plagiando Lavoisier que “… nada se perde, nada se cria e tudo se transforma…”, diria que em ciência: – nenhuma idéia é nova, nada se inventa, mas se sistematiza o que já existe.

.Uma curiosidade que persegue a história do pensamento humano é descobrir o seu verdadeiro “eu”, “de onde vem” e “para onde vai”. Sócrates foi o primeiro filósofo que provocou este questionamento quando disse: “Conhece-te a ti mesmo”, ou seja, o autoconhecimento, em seguida, descobrir os demais mistérios.

Algumas mentes privilegiadas questionam diuturnamente o sentido da vida e da morte. Será que a morte é uma etapa da vida ou o fim de tudo? Algumas plantas renascem de suas sementes. Para os espíritas, a morte é a maneira como evolui a alma e se dar a reencarnação. Os cristãos contam com a ressurreição nos fins dos tempos e a volta de Jesus Cristo para entrarem na vida eterna. As Testemunhas de Jeová acreditam que haverá um reino aqui na Terra para os escolhidos. As religiões orientais acreditam num paraíso após a morte…

A diversidade de religiões significa que o homem ainda não sabe nada além túmulo, vive de acordo seus princípios de foro íntimo e formação religiosa herdada ou adquirida porque se ele não for nutrido na fé em Deus, em Jesus Cristo, em Moisés, em Maomé, nos santos, nos anjos e nos arcanjos, na esperança de uma vida eterna, e descobre que sua vida terrena não vale um dedal de sal, que não existe céu, que não existe paraíso, que não existe inferno, nem alma nem espírito, tudo é matéria (energia), o mundo lhe cairá sobre os ombros, a maldade prevalecerá, os seus princípios morais serão enterrados com as suas convicções religiosas, decerto, o homem perderá a vontade de viver…

Já que para explicar o mistério da nossa existência estéril e inútil, pois se “correr… o bicho pega e se ficar… o bicho come”, bem faz o cínico, não o cínico desprovido de pudores morais, porque o sofrimento alheio nos comove, aliás, estamos num mesmo barco e o fim último é o mesmo, mas o cinismo de Antístenes e Diógenes, sem apego aos bens materiais, porém, um cinismo mais atualizado, cínico suficiente, apenas, para não cultivar a miséria nem se estressar insensatamente em busca do fausto e da opulência, do ter!…

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