Conhecido como antigo redator de publicidade e antigo "terrorista". Foi dono da única agência de propaganda nacional ocupada pelo exército, durante a ditadura militar; seu envolvimento com Marighella lhe custou onze anos de exílio, durnte o qual trabalhou com Oscar Niemayer na Argélia e foi editor em Barcelona. Lá publicou Filmes que Nunca Veremos, coletânea de roteiros nunca filmados de Semprún, Kurusawa, Richard Lester, Eisenstein, Fellini, Resnais e outros cineastas. Publicou principalmente o Diário de Ayer, fac-simile de jornais inteiros, publicados pelos dois bandos opostos, republicanos e fascistas, tratando dos mesmos acontecimentos durante a guerra civil espanhola. Produziu programas na BBC de Londres e, juntamente com Fernando Gasparian, organizou um exposição da obra de Niemeyr em Oxford.
De 1996 a 2005 participou do primeiro governo de FHC como quadro da SECOM, e do primeiro governo Lula como diretor da Radiobrás. Até o ano passado, foi diretor da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo. Sempre escreveu, no pouco tempo que sobrava para escrever.
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