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Autor Antonio Ventura

A festejada poesia de Antonio Ventura, o catador de palavras

A  festejada poesia de Antonio Ventura, o catador de palavras

Paulista de Ribeirão Preto, Ventura é poeta desde a infância, e escreveu seu primeiro poema moderno (“Tédio”) aos 14 anos. Do grupo dos chamados “poetas marginais” dos anos 70, época em que viveu no Rio de Janeiro e vendia seus poemas mimeografados no Teatro Ipanema, ele é, na opinião do romancista gaúcho Menalton Braf, “um dos maiores expoentes rimbaudianos entre nós”. Para o poeta e crítico Antonio Carlos Secchin, membro da Academia Brasileira de Letras, O catador de palavras “apresenta o reencontro de um homem consigo próprio, na sua mais intensa vocação: para além de um ‘catador’, um transfigurador de palavras. Ariscas, elas se deslocam do terreno da fala cotidiana para ressurgirem no espaço instável do poema — onde tudo se arrisca, em nome da beleza”. Já segundo o escritor paulistano Álvaro Alves de Faria, este livro de Ventura “é, no fundo, um testemunho de vida, aquilo que a vida nos oferece ao seu tempo, quando ao passar dos anos vem desenhando nossa face num espelho que se quebra. Esta é a poesia de um poeta que compreende a grandeza da poesia e faz da poesia sua própria história”.

O livro O catador de palavras está entre os mais de 70 lançamentos programados para a noite de 13 de novembro, no Congresso Brasileiro de Escritores.


TRECHO DO PREFÁCIO:

Pouco se sabe sobre Antonio Ventura, salvo que é natural de Ribeirão Preto, onde cresceu e se formou e é juiz de Direito. Mas, como Rimbaud, "sentou a beleza nos seus joelhos" e é inevitavelmente poeta, caudaloso, irreverente, com acento surrealista. Observou alguém que a biografia de um poeta é seu canto. E este poeta que traz Ventura consigo, como quem traz a poesia, revela na explosão de ritmos um sotaque pessoal. Embora caminhe dentro de uma tradição — a de "ser absolutamente moderno", mantém inalienável entonação, a marca do que carrega o fogo de quem se sabe "catador de palavras". E o humilde ato de apanhá-las carece de um poder que as retira do estado de silêncio.
E nesta arte de ir catando palavras – passagem da fala para a linguagem – impõe-se a exuberância e riqueza de Antonio Ventura no catálogo multiforme de imagens e símbolos.
Assim, Antonio Ventura, poeta, resguarda no poema, vigor, criatividade e garra, com a aventura de tanto dizer que seu texto é amor.  Carlos Nejar da Academia Brasileira de Letras

 

FOTO DA CAPA
Texto legenda: Os chamados poetas marginais dos anos 70 não se constituíram em movimento literário, e muito menos em uma escola dotada de cânones e princípios estéticos. Ao contrário, opondo-se aos sistemas repressores políticos (ditadura de 64) ou artísticos, procuraram colocar a vida vivida da poesia acima e ao lado da letra formal e formalizante do poema. O poeta Cacaso resumiu essa postura neste seu poemeto: “Poesia/ eu não te escrevo/eu te/ vivo/ e viva nós!” Um peregrino dessa poesia vivida foi e é Antonio Ventura. Este livro, que expõe os vários momentos e faces de sua trajetória de poeta, dá bom testemunho disso. Mário Chamie

 

 

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