Autor Amália Grimaldi
Tundras macias do mundo lilás
Quanta paixão
Sem medo de ser feliz
Sinto-me grata – merecida
Impensável possibilidade
De aí estar
Onde nunca estivera
Tundras macias do mundo lilás
Especial, aliás – contento-me
Tanto faz aqui ou no estrangeiro
Meu pai era um padeiro galego
E meu avô cuidava da vela acesa
Para que não se apagasse
A sua Sefarad ao retorno
Seu tempo de ferro fundido
E da sua portinhola aberta ao lilás.
(Autor: Amália Grimaldi do livro de poemas “Por onde Ser")
Premonição cigana
Aquela que me lia
Irmã da outra
A que me sorria
Roda de saia
Lenda de céu
Seu anel de prata
Ausente respaldo
Desdobro estandarte
A glória desse tempo
Ao sol azul de quando
Premonição de cores
Recorte à sombra
Pairando ao deixado
Minha lua de papel.
(Autor: Amália Grimaldi, do livro de poemas “Por onde Ser”)
Ausente respaldo
Desdobro estandarte
A glória desse tempo
Ao sol azul de quando
Premonição de cores
Recorte à sombra
Pairando ao deixado
Minha lua de papel.
(Autor: Amália Grimaldi, do livro de poemas “Por onde Ser”)
Ausente respaldo
Desdobro estandarte
A glória desse tempo
Ao sol azul de quando
Premonição de cores
Recorte à sombra
Pairando ao deixado
Minha lua de papel.
(Autor: Amália Grimaldi, do livro de poemas “Por onde Ser”)
Mediocridade confortável
De longe a voz do mercado
O barulho das correntes
O grande portão de ferro
Na calçada vazia o silêncio óbvio
Dormem os bêbados
Sonsos
Vagam gatos mansos
Pisam macio
Adorno de noite escura
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