Autor Márcio Moraes
Do flagelo até o Pretório é levado,
Arrancam suas vestes sem piedade,
Com Ele praticam muita maldade,
E no seu rosto o cuspe de um soldado.
Com um manto escarlate Ele é trajado,
Uma coroa na sua testa arde,
Espinhos são fincados de verdade,
E na mão sangrenta é posto um cajado.
De joelhos: “salve o rei dos judeus!”
Estavam dando à vida eterna adeus.
Sob o sangue humano a divina luz.
E depois de cuspir e escarnecer,
Foi preciso o clamor do povo atender,
E nas costas lhe jogaram a cruz.
In "Rosarium Mysteria Dolorosa" - Via Crucis. São Paulo: Expressão e Arte, 2009. (pp. 74-78)
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