
Autor Sônia Essabbá
Sônia Essabbá é uma escritora carioca com forte influência amazônica. Viveu parte de sua vida na amazônia, convivendo com seus avós maternos e com as lendas amazônicas.
O livro aborda um tema que emociona e alegra o leitor.
Eu mesma, no decorrer da história, me deleitei por diversas vezes com as brincadeiras de Brudugalho e Purucheba.
Esses animais são fantásticos! Um é admirador da natureza e o outro, incansável loroteiro que desperta paixão.
Este livro trata dos assuntos relacionados à vida dos cetáceos que habitam a bacia dos rios amazonas; foi escrito com uma cortesia invejável.É mais uma obra escrita sobre regiões tropicais; nesse caso, a cintilante bacia do Rio Amazonas.
Texto do livro
"Conheci Brudugalho no Rio Negro. Eu estou quase sempre dentro dos rios, passei a juventude convivendo com a vida aquática, com os animais, por isso acabei escrevendo a história da vida de Brudugalho. Sou um observador, um estudioso, um apaixonado pelas águas dos rios, lagos, oceanos; enfim, considero-me um defensor da Amazônia. Na verdade, eu sou um fotógrafo aquático e me chamo Leonard Vilella Weather. Por ter sido salvo por Brudugalho e Purucheba, resovi escrever nas minhas horas vagas a vida desses dois amigos inseparaveis.Usei a linguagem apropriada em vista que a linguagem dos animais e bastante parecida as dos humanos.Sao duas figuras inesqueciveis,as quais sou muito grato....
....Brudugalho era um boto muito curioso e atrevido, nada lhe metia medo, gostava de visitar lugares novos e fazer amizades.
Todos os dias largava-se no rio e ia visitar as praias. Quando não conseguia escapar à noite, saía na tardinha e voltava antes da madrugada surgir.
Cresceu assim até que a família acabou se acostumando com as doideiras dele.
Numa dessas largadas,foi que conheceu no rio Negro um pirarucu malandro chamado Purucheba. Brudugalho ficou impressionado com a astúcia do pirarucu, ele contava histórias do arco da velha.
O sacana dizia que havia visitado quase todos os rios do Amazonas, e só se interessava por grandes rios.
A vida dele era cheia de grandes contos, tudo seu era grandioso. Ele dizia não ter medo de nada. Purucheba dava um jeitinho em tudo. As histórias que contava deixavam o boto de mandíbula molenga.
— Maninho, eu conheço tudo. Onde tem seca eu sei, já estive lá, pelo menos umas duas vezes. Eu gosto de conferir fatos. Sou assim, quero ver para crer...."
Copyright 2013 União Brasileira de Escritores. Todos os direitos reservados.