Autor Cecília Figueiredo
Ainda falemos de rosas,
falemos da suavidade
e da carícia,
e deixemos para trás
as correntes de ferro.
Falemos das rosas sisudas rubras
que nos demos
e que hoje jazem secas
no porta retrato
que me destes.
Falemos de rosas
e respiremos rosas
de modo que nosso hálito
seja rosado
como a cama que nos desvirginou.
Eu era a rosa tímida
e tu, o haste ereto que sustentava
a rosa desbrochada.
Falemos hoje da ternura
para que a rosa um pouco sobreviva.
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