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Autor Eduardo Fiúza Filho

Indícios

"Eduardo Fiuza Filho a pouco se pretende com a sua estréia na literatura. Mas há muito já conquistou minha emoção de esteta e o meu olhar de crítico, com os contos que reuniu em Indícios.

Livro uno e plural. Livro maduro e amplamente recortado pelo choque que provoca na linguagem, no nonsense da vida, no foco da suburbanidade e na desvida dos que reconstroem a falta de sentido de tudo que chamamos de pós-moderno.

Mais um livro? Não, Indícios é um marco na literatura que se faz hoje no Ceará."

Dimas Macedo
Poeta e crítico literário. Da Academia Cearense de Letras.

 

“Dimas Macedo sintetiza-o em duas palavras: “Uno e plural.” É isto. E nesse plural, curiosamente, há um constante “despiste” intuitivo, nascido do talento do autor, que nos leva à enganosa impressão de que ele tudo isto escreveu sem o menor interesse de fazê-lo, quando isto é claramente do seu como dizer literário, As histórias começam como se fossem banais, eis que o descritivo é muito simples, aquela simplicidade que nada tem de facilidade, porque no seu descritivo somam-se também as “palavras mudas”, que enriquecem a criação. É do inconsciente criador. É do estilo do autor. Muda de curso e enfoque de maneira surpreendente, como pulsações, sem desníveis, e quase sempre jogando, com notável facilidade e oportunidade, grande parte das histórias para o campo das falas, diretas e oportunas, sem o mínimo de fuga para a tagarelice. E, o que é importante: sem se aproximar do teatro.

Obra moderna, pelos temas, enfoques, plena de surpresas e humor. Foge dos padrões estabelecidos, mas não parte para pretensa e quanta vez enganosa inovação. Ele já é, em si, um inovador. De fluidez notável e marcadamente impressionista. As personagens vêem ao vivo com rapidez e os contos “documentam” fielmente para a posteridade, numa leveza de trato curiosa. “Fotografa” bem. E mais: embora não seja elíptico, dada a roldana quase mágica da qual surgem os seus textos, parece sê-lo, porque se lê todo o livro de uma corrida. Dizer que é original é elogio gasto. Melhor dizer que é personalíssimo e instigante.

Citar os melhores contos do livro seria simples eleição pessoal. Dimas Macedo, em poucas linhas, crítico notável que é, diz tudo de Indícios. Assino em baixo, se ele permitir”.

Caio Porfírio Carneiro
Escritor e Secretário Administrativo da UBE – União Brasileira de Escritores.

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