Autor Wilson Luques Costa
Gato, que já adentras o climatério
quantos big e minirratos destruiste
em infindas campanas? Quantos
pardais roubaste?
Crava-me teus verdes olhos luzentes
e tuas veludadas orelhas,
mas não me arranhes
ou te insurjas contra mim
com o teu gentil miado
para contar-me
de tuas contendas
com todas essas guloseimas
asquerosas.
Pelo contrário, abstém-te contra mim
de toda forma de lambeções, asmas e saracoteios
de rabos chanfrados.
Por muito menos
uma governanta estilhaçou um cristal
contra as muretas de um palacete.
Gato, apesar das muitas quedas,
susténs teus sete pêlos
macios e reluzentes ainda sobre a morte.
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