Autor Fídias Teles

OS MALABARISTAS DA VIDA – UM ESTUDO ANTROPOLÓGICO DA BOEMIA

 

Não é o mundo atual apenas que tem responsabilidades sobre o comportamento boêmio. Pois tal comportamento existe desde os inícios da vida humana e está ligado às festas (danças, cantos, rituais, religiões) e tem um sentido não só cultural, mas também metafísico.
A vida boêmia também se encontra entre os indígenas, embora nem sempre dionisiacamente, conforme Ruth Benedict observou entre os “Pueblos”.
A boemia contribuiu para o desenvolvimento cultural do povo mais talentoso do mundo: o grego antigo, e concorreu para a derrocada da civilização mais poderosa do mundo: a romana antiga. “O Banquete”, de Platão, uma das mais grandiosas obras poético-filosóficas do mundo, tem sua história intimamente ligada à vida boêmia. Contudo, algo mais atua por trás disto tudo: os dramas e maravilhas da condição humana.
O leitor vai saber de lindas e trágicas histórias de boêmios, engraçados e deprimentes acontecimentos nos bares da vida, lágrimas, porém mais poesias, músicas, teatralidade e discursos filosóficos, um mundo de realidades e sonhos e até fantástico, nos bares noturnos.
E não vou perder de vista a relação entre os bares noturnos e a musica popular brasileira. Nem o significado da dança. São as verdades escavadas nas noites que o leitor vai encontrar nesta obra antropológica inédita. E a verdade não se abre tanto quando o abstêmio quer explicar o boêmio, quando a psiquiatra quer explicar o louco, nem quando o estóico quer explicar o hedonista. A verdade transparece mais quando o abstêmio bebe e bêbado canta e dança de prazer, ou urra de angustia; quando o psiquiatra perde o autocontrole e o louco pinta, esculpe, desenha ou se emporcalha de excrementos; quando a superpuritana escandaliza de gozo sexual.
E se o peregrino da noite é um malabarista entre o lar e a rua, o ócio e os negócios, o estoicismo e o hedonismo, prometeu e Dionísio, a mudança e a resistência à mudança, a vida e a morte, então a vida boêmia é um objeto imprescindível para um estudo antropológico que nunca foi feito e se inicia com esta obra.

 


(2ª edição – Passo Fundo-RS – Berthier – Ano 2000 – 384 páginas)

 

 

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