Nesta página, estão listados os projetos literários que a UBE desenvolve atualmente, em parceria com importantes entidades do cenário cultural brasileiro.
Em novembro de 2011, a União Brasileira de Escritores (UBE) reuniu em Ribeirão Preto, São Paulo, uma média de 500 escritores, de vários cantos do país, para participar do Congresso Brasileiro de Escritores. O evento chegou mais do que na hora, visto que as discussões em torno do livro estão bastante em evidência nos últimos anos - bibliotecas em todos os municípios, programas de incentivo à leitura, livro popular, livro digital, aumento do número de leitores no Brasil, entre outros.
Todas estas discussões certamente são de interesse dos autores, e nada melhor do que um acontecimento que agregasse o maior número de artistas da palavra para pensar coletivamente qual é o papel do escritor diante destas e de outras questões políticas, sociais, culturais e literárias da contemporaneidade. E para levantar essa bandeira, ninguém melhor do que a União Brasileira de Escritores (UBE), a mais antiga associação de escritores do Brasil, que, além do mais, está presente em quase todos os estados brasileiros através das suas seccionais e núcleos, que tem como missão defender os interesses dos escritores brasileiros.
A programação do Congresso comtemplou diversos temas de interesse dos autores, tais como O escritor e a política; Um olhar português sobre a poesia brasileira; Cultura na era digital; Jornalismo literário; Conversa de uma editora com autores desorientados; O papel das academias de letras; Os escritores e as ditaduras; A crise da leitura e os processos criativos: uma escuta poética e A regulamentação da profissão de escritor, além do lançamento coletivo de livros com cerca de 100 autores.
O último Congresso da UBE havia ocorrido no ano de 1985, em um momento em que o Brasil vivia outra realidade política. Já haviam se passado 26 anos, e um novo Congresso há muito tempo era esperado por aqueles que sonham com uma literatura brasileira forte e bem-sucedida, que só será possível, principalmente com a união e engajamento dos próprios escritores.
O Brasil infelizmente não valoriza seus escritores, pouquíssimas são as políticas públicas que incentivam os operários das palavras a se dedicarem ao ofício da escrita. Na maioria das vezes, os mesmos precisam ter um trabalho para sobreviver, restando-lhe pouco tempo para a criação literária. E com isso, quem perde é o país e a humanidade como um todo, que pode deixar de ter acesso a uma arte que talvez nunca venha a ser escrita, justamente porque faltou incentivo, àquele que deveria escrever. O meu desejo é que o resultado do Congresso sirva para pressionar os poderes públicos no sentido de criarem oportunidades para que os escritores possam se dedicar ao seu ofício da arte de escrever histórias, tanto as reais, como as de ficção.
Embora quisesse muito estar no Congresso, a minha condição não permitiu. No entanto, acompanhei todas as notícias que foram publicadas no site da UBE e em outros veículos de comunicação da cidade de Ribeirão Preto - SP. Alguns fatos me deixaram triste, como, por exemplo, o descaso sofrido pelo Congresso, por alguns personagens que deveriam apoiar o evento, como testificou A. P. Quartim de Moraes no artigo “Escritores, a hora da união”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 26 de novembro de 2011. “O encontro deixa um saldo de três pontos negativos importantes: foi ignorado, com poucas e honrosas exceções, pelos escritores de maior renome e prestígio no panorama literário brasileiro; foi solenemente ignorado também, e aí sem exceções, pelos grandes veículos de comunicação; e, dentro da mesma lógica, minguaram os patrocinadores”.
O professor Deonísio da Silva, no artigo “Congresso de Escritores - mídia ausente”, publicado no site "Observatório da Imprensa", no dia 15 de novembro de 2011, fez constatação semelhante. “Nos jornais e revistas nas bancas, nenhuma linha sobre o Congresso de Escritores... Mas em 1985 havia a imprensa espelhando aquele Congresso. Deste, a mídia, com raras exceções, esteve ausente... Tomara que ao próximo Congresso de Escritores a imprensa vá e informe ao distinto público o que ocorrer”. Mesmo com as dificuldades encontradas, a UBE foi vitoriosa e realizou mais um Congresso Brasileiro de Escritores. Parabéns aos seus organizadores!
Além dos oitos princípios norteadores do Congresso de 2011, que propõe, entre outras coisas, a defesa de uma política cultural nacional, equilibrada, justa, democrática e aberta, da qual o Estado participe como facilitador, e não como mentor; e o incentivo e proteção de toda criação artística, que se expressam no respeito ao direito autoral, à liberdade de expressão e na ampla divulgação e publicidade, outra boa notícia anunciada foi que o próximo Congresso ocorrerá em 2013 e poderá ser realizado em Salvador. Se depender de nós, baianos, não tenho dúvida de que esse Grande Encontro acontecerá na Bahia.
CARLOS SOUZA / JORNALISTA E COORDENADOR DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES (UBE), NÚCLEO BAHIA.
Artigo publicado no Jornal A Tarde. Salvador, domingo, 01 / 01/2012. Populares – Página 06
Ao longo de sua história os vencedores do concurso Intelectual do Ano são:
Santiago Dantas (1962), 450 votantes, Política Exterior Independente;
Afonso Schmidt (1963), 330 votantes, Tempo das Águas;
Alceu Amoroso Lima (1964), 472 votantes, Revolução, Reação e Reforma;
Cassiano Ricardo (1965), 332 votantes, Poemas Escolhidos;
Caio Prado Júnior (1966), 601 votantes, A Revolução Brasileira;
Érico Veríssimo (1967), 457 votantes, O Prisioneiro;
Menotti Del Picchia (1968), 476 votantes, Deus Sem Rosto;
Jorge Amado (1969), 135 votantes, Tenda dos Milagres;
Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro Neto (1970), 205 , Pastor do Tédio;
Josué Montello (1971), 319 votantes, Cais da Sagração;
Cândido Mota Filho (1972), 258 , Contagem Regressiva;
Afonso Arinos de Melo Franco (1973), 440 votantes, Rodrigues Alves, vida e obra;
Raimundo Magalhães Júnior (1974), 313 votantes, Olavo Bilac e sua época;
Juscelino Kubstichek de Oliveira (1975), 353 votantes, Meu Caminho para Brasília;
José Américo de Almeida (1976), 311 votantes, Antes que me esqueça;
Luís da Câmara Cascudo (1977), 323 votantes, O Príncipe maximiliano no Brasil;
Sobral Pinto (1978), 510 votantes, Lições de Liberdade;
Sérgio Buarque de Holanda (1979), 230 votantes, Tentativas de Mitologia;
Dalmo de Abreu Dallari (1980), 1052 votantes, Futuro do Estado;
Paulo Bomfim (1981), 535 votantes, Praia de Sonetos;
Carlos Drummond de Andrade (1982), proclamado vencedor sem votação por não haver nenhum concorrente, Lição de Amigo;
Cora Coralina (1983), 928 votantes, Vintém de Cobre, meias confissões de Aninha e Poemas de Goiás;
Fernando Henrique Cardoso (1984), 340 votantes, Les Idées à Leur Place;
Frei Beto (1985), 718 votantes, Fidel e a Religião;
Antonio Callado (1986), 849 votantes, O amor nos Tempos de Cólera (tradução do livro de Gabriel Garcia Marquez);
Abguar Bastos (1987), 273 votantes, A Pantofagia ou as estranhas práticas alimentares na selva;
Barbosa Lima Sobrinho (1988), 352 votantes, O Problema da Imprensa;
D. Paulo Evaristo Arns (1989), 371 votantes, Clamor do Povo pela Paz;
Ledo Ivo (1990), 584 votantes; Crepúsculo Civil;
Fábio Lucas (1991), candidato único, Mineiranças e Fontes Literárias Portuguesas;
Rachel de Queiroz (1992), 396 votantes, O memorial de Maria Moura;
Marcos Rey (1995), 563 votantes,
Os Crimes do Olho-de-Boi; Luís Fernando Veríssimo (1996), candidato único, Novas Comédias da Vida Privada;
Sábato Magaldi (1997), candidato único, Panorama do Teatro Brasileiro;
José Mindlin (1998), candidato único, Uma vida entre livros;
Jacob Gorender (1999), 329 votantes, Marxismo sem Utopia;
Octávio Ianni (2000), candidato único, Enigmas da modernidade - mundo;
Salim Miguel (2001), candidato único, Eu e os Corroíras;
Gilberto Mendonça Teles (2002), 674 votantes, Contramargem.
Alberto da Costa e Silva, sem concorrentes, com o livro Um Rui Chamado Atlântico (2003);
Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, 339 votos, Ensaios sobre o Capitalismo no Século XX (2004);
Luiz Alberto Moniz Bandeira com a obra Formação do Império Americano – da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque (2005);
Samuel Pinheiro Guimarães com a obra Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes (2006);
Antonio Candido de Mello e Souza com a obra Um Funcionário da Monarquia – Ensaio Sobre o Segundo Escalão (2007);
Lygia Fagundes Telles com a obra Conspiração das nuvens (2008).
A União Brasileira de Escritores (UBE) vem realizando uma série de debates do projeto Mostra Cinema e Literatura: Grandes Livros, Grandes Filmes, discutindo a adaptação de livros para o cinema.
O primeiro evento da série será realizado no dia 16 de agosto de 2010, na Biblioteca do Club Athletico Paulistano, às 19h30, quando haverá a exibição do filme Noites Brancas, de Luchino Visconti, baseado no livro de Fiódor Dostoievski, e em seguida um debate.
Participarão do debate a pesquisadora Elena Vássina, professora da Graduação e da Pós-graduação de Literatura e Cultura Russas da USP, e o crítico de cinema e estudioso da obra de Viconti, Sérgio Alpendre, que é também colaborador da Folha de S. Paulo, do UOL Cinema, do Cineclick, Revista Movie, entre outros veículos. O debate será mediado pelo jornalista Cesar Zamberlan, Mestre em Literatura Brasileira pela USP, editor do site cinequanon.art.br e pesquisador das relações entre cinema e literatura. O projeto Mostra Cinema e Literatura integra as ações de disseminação literária da nova diretoria UBE, presidida pelo jornalista Joaquim Maria Botelho. A produção do debate está a cargo de Antonio Clementin, autor do projeto.
De acordo com Cesar, que também é o curador da série de debates, não são muitas as obras-primas da literatura universal que geraram bons filmes. Ele lembra até que o cineasta François Truffaut, no famoso livro de entrevistas com o também cineasta Alfred Hitchcock, perguntou ao mestre do suspense porque ele não adaptava Crime e Castigo de Dostoiévski, o que levou Hitchcock a responder que jamais o faria porque bons livros dificilmente renderiam bons filmes.
Pensando nisso, a ideia do evento, segundo o curador, é buscar as poucas adaptações de obras-primas da literatura que tenham status semelhante no cinema, ou seja, obras que compartilham a genialidade nos dois meios de expressão e compará-las, sempre contando um especialista na obra literária e outro na cinematográfica.
Para o primeiro debate, a obra escolhida foi “Noites Brancas”, escrita em 1848, e tida como uma das obras-primas do escrutor russo Dostoiévki. O livro foi adaptado para o cinema em 1957, pelo cineasta italiano Luchino Visconti, recendo o Leão de Prata no Festival de Veneza. O filme tem no elenco Marcelo Mastroianni e Maria Schell e trilha sonora de Nino Rota. No filme, a São Petersburgo de Dostoiévski foi recriada nos estúdios da Cinecittá.
A primeira edição do projeto Mostra Cinema e Literatura da UBE conta com o apoio do Club Athletico Paulistano, da Academia Paulista de Letras (APL) e do Sindicato de Clubes do Estado de São Paulo (Sindi-Clube) / Universidade Sindi-Clube.
O Mutirão Cultural da UBE é um movimento idealizado pelo escritor Carlos Frydman, que, através de uma carta à diretoria da UBE, propôs a realização de atividades culturais com o propósito de salvaguardar nossa cultura tão descaracterizada pelos meios de comunicação, tanto no meio artístico como literário. Contou com apoio imediato da diretoria e especialmente do diretor João Meireles Câmara, que se prontificou a iniciar o ciclo de estudos Técnicas de Oratória, mais o apoio do Dr. Armando Taminato, da Academia Brasileira de Comunicações.
Seus objetivos visam levar atividades culturais, democrática e voluntariamente, a todas as pessoas interessadas, despertar o espírito crítico, promover o crescimento individual e social, consolidar a dignidade do ser humano, tendo em mente a ética e moral. Assim, desde o ano de 1998 o Mutirão Cultural da UBE tem realizado intercâmbio cultural com várias entidades que sintonizam com nossos princípios, tais como PUC-CEHAL Centro de Estudos de História da América Latina, Biblioteca Mário de Andrade, Casa de Cultura Tendal da Lapa, Secretaria Estadual da Juventude, esporte e lazer, entre outras.
As atividades que existem são: ciclos de estudos Técnicas de Oratória, Psicologia na Oratória, A Arte do Falar-visão fonoaudiológica, Tornar-se melhor pessoa, Cinema e História, Numerologia, o escritor no parque, eventos lítero-musicais, conferências, debates e palestras.
A União Brasileira de Escritores (UBE) é a maior e a mais importante associação de escritores do país. Fundada em 1942 através da fusão de duas entidades existentes, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, teve como primeiro presidente o célebre crítico Sérgio Milliet. Também a presidiram, entre outros, o talentoso escritor Afonso Schmidt, autor de tantas obras que encantaram gerações de leitores, o Prof. Fábio Lucas, um dos grandes críticos militantes, e o criativo catarinense Péricles Prade. Sua fundação foi uma resposta dos homens de letras ao cerceamento da liberdade de expressão durante longos anos de ditadura. Desde então tem agitado os meios culturais e promovido a defesa intransigente dos escritores e da livre manifestação do pensamento. Tem hoje associados em todos os recantos brasileiros e até no exterior. Tenho o prazer de pertencer aos seus quadros desde 1980, sendo hoje o mais antigo associado aqui do Estado, e fui seu delegado para o Vale do Itajaí. Ela publica um jornal e mantém um “site” na Internet (www.ube.org;br). É presidida pelo paulista Joaquim Maria Botelho, cuja visita recebemos em nossa cidade há pouco tempo, ocasião em que foi entrevistado pelo jornal “Página 3.”
Desde 1962 a UBE concede o prêmio “Intelectual do Ano”, a mais elevada láurea literária brasileira. Criado por iniciativa do escritor Marcos Rey, o prêmio foi idealizado por Edgard Cavalheiro, o grande biógrafo de Monteiro Lobato. O laureado recebe das mãos do premiado no ano anterior o troféu “Juca Pato”, uma criação do caricaturista, escritor e jornalista Belmonte (Benedito Carneiro Bastos Barreto), figura com a qual ilustrava charges no jornal “Folha da Manhã.” A escolha é feita através de eleição direta dos associados, salvo no caso em que haja candidatura única, desde que apoiada por determinado número de sócios. O prêmio, segundo o regulamento, se destina a “escritor que tenha publicado obra de repercussão nacional e/ou contribuído para o desenvolvimento e o prestígio do país no ano anterior.” O concurso é apoiado pela TV Cultura.
Neste ano foi eleito o Prof. Aziz Ab’Saber, geógrafo de renome internacional, cuja obra “esboça um panorama multifacetado do planeta e debate várias questões importantes e atuais, do aquecimento global à cultura indígena. Concebeu teorias e projetos inovadores relativos à geografia brasileira, contribuindo para a compreensão e preservação do nosso meio ambiente.” Foi professor da USP e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Recebeu vários prêmios, nacionais e estrangeiros. Promoveu o tombamento da Serra do Japi, tornando-se o patrono dessa reserva natural. Ao longo da vida assumiu sempre posturas inovadoras, avançadas e corajosas. Recebeu o prêmio das mãos do representante da escritora Lygia Fagundes Telles, que não pôde comparecer, Frei Beto, durante a solenidade de encerramento do Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em Ribeirão Preto e promovido pela UBE, entre 12 e 15 de novembro de 2011.
O concurso “Intelectual do Ano” deverá festejar 50 anos de existência em 2012 e premiou figuras da primeira linha da cultura nacional, destacando-se entre tantas Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), Érico Veríssimo, Jorge Amado, R. Magalhães Jr., José Américo de Almeida, Luís da Câmara Cascudo, Sobral Pinto, Sérgio Buarque de Holanda, Carlos Drummond de Andrade, Cora Coralina, Antônio Callado, Barbosa Lima Sobrinho, Fábio Lucas, Rachel de Queiroz, Antonio Candido e outros. Salim Miguel foi o único catarinense a recebê-lo. Algumas ausências, a meu ver, não têm explicação: Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, Gilberto Amado, Paulo Dantas, Plínio Doyle, Sílvio Meira e Joaquim Inojosa são alguns exemplos.
Desde 1980 venho votando nos candidatos ao prêmio, subscrevi indicações e estive presente em algumas premiações.
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Endereço da UBE: Rua Rego Freitas, 4 5 4 – 12º. Andar – Vila Buarque – CEP 01220-010 – SÃO PAULO.
Fontes: “Dicionário Literário Brasileiro”, Raimundo de Menezes, Rio/S. Paulo, LTC Editora, 1978:
“Enciclopédia de Literatura Brasileira”, Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, Rio, MEC, 1990.
(Publicado no jornal “Página 3”, de Balneário Camboriú/SC).
Aprovado em Assembléia Geral Extraordinária de 6 de maio de 2011.
Art. 1º - A UBE- União Brasileira de Escritores, sediada em São Paulo, promove e administra, anualmente, em nível nacional, a eleição da personalidade a quem caberá o prêmio “Intelectual do Ano”, conferindo-lhe o Troféu Juca Pato, réplica do personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo ilustrador e chargista Benedito Carneiro Bastos Barreto, conhecido pelo pseudônimo de Belmonte (1896-1947), tendo sido o prêmio criado em 1962, por iniciativa do escritor Marcos Rey.
Art. 2º- O Prêmio Intelectual do Ano não é um premio literário, mas uma láurea conferida a personalidade que, tendo publicado livro de repercussão nacional no ano anterior, tenha se destacado em qualquer área do conhecimento e contribuído para o desenvolvimento e prestígio do país.
Art. 3º Poderão ser inscritos, como candidatos, autores de livros significativos para a cultura nacional em qualquer gênero, se publicado em primeira edição no ano anterior.
Art. 4º - Os candidatos serão indicados por trinta (30) associados da UBE de São Paulo, no mínimo, em dia com a tesouraria da entidade, por meio de pedido escrito, em que a indicação seja justificada. Nenhum associado poderá assinar mais de uma indicação a candidato.
Parágrafo 1º - As seccionais da UBE nos estados e os núcleos da UBE nos estados e no interior de São Paulo serão incentivadas a indicar candidato (s), desde que atendidas as condições do caput e dos parágrafos 2º e 3º deste artigo. O presidente da seccional da UBE ou o coordenador do núcleo da UBE será responsável pelo encaminhamento da indicação de sua seccional ou seu núcleo, obedecendo sempre a necessidade de trinta (30) associados da UBE de São Paulo, como previsto no caput deste artigo.
Parágrafo 2º - É vedada a inscrição de candidatos em campanha eleitoral a qualquer cargo executivo ou legislativo, após a homologação das respectivas candidaturas na convenção partidária;
Parágrafo 3º - É vedada, também, a inscrição de membros da Diretoria e do Conselho da União Brasileira de Escritores de São Paulo.
Art. 5º - O prazo de inscrição de candidatos será de 60 (sessenta) dias, a contar do dia 1º de maio de 2011, após o que a Secretaria da UBE terá mais 15 (quinze) dias (1º a 15 de junho de 2011) para impressão e expedição de cédulas, seguindo-se imediatamente 30 (trinta) dias, correspondente ao período de votação, que será encerrado no dia 15 de agosto de 2011.
Art. 6º A União Brasileira de Escritores de São Paulo constituirá uma Comissão do Prêmio composta de três (3) representantes da sua Diretoria e de dois (2) representantes de cada candidato inscrito, incumbida de receber os votos, apurá-los e comunicar os resultados ao Presidente da UBE, por divulgação, até o dia 30 de setembro de 2011.
Parágrafo 1º - As reuniões da Comissão do Prêmio serão lavradas em ATA, nelas mencionando-se todo e qualquer incidente digno de registro, inclusive os recursos interpostos à Diretoria;
Parágrafo 2º - Os recursos serão julgados pela Diretoria dentro do prazo de setenta e duas (72) horas da interposição, sendo as decisões irrecorríveis.
Parágrafo 3º - O prazo para interposição de recursos será de 24 horas, após a apuração.
Parágrafo 4º - A urna ficará inviolável até a apuração, sendo os votos incinerados 24 horas após a apuração final e proclamação do resultado e do julgamento do recurso que houver.
Art. 7º – As apurações serão públicas e feitas em dia e horário estabelecidos pela Comissão, entre os dias 15 de agosto de 2011 e 30 de setembro de 2011, quando então o Presidente da UBE, não havendo recurso pendente de julgamento, proclamará o vencedor. A entrega solene do Troféu Juca Pato ocorrerá no dia 15 de novembro de 2011, na cerimônia de encerramento do Congresso Brasileiro de Escritores, em Ribeirão Preto..
Art. 8º - Poderão votar para o Prêmio Intelectual do Ano:
a) associados da UBE de São Paulo;
b) os associados das UBEs de outros Estados, desde que comprovada sua filiação, através de listagem antecipadamente enviada pelas respectivas entidades;
c) os membros da Academia Brasileira de Letras e das Academias de Letras estaduais;
d) o Ministro da Cultura e os secretários de Cultura dos Estados e das prefeituras Municipais das Capitais;
e) os reitores das universidades federais e estaduais públicas;
f) os vencedores do Troféu;
g) cinco representantes do Conselho Curador da TV Cultura, parceira da UBE no concurso;
h) entidades culturais de representatividade previamente inscritas na UBE-SP para participar especificamente do Prêmio Intelectual do Ano, a critério da Diretoria, com direito a um voto cada;
i) meios de comunicação, impresso ou eletrônico, com inscrição prévia, a convite da UBE (um voto cada);
j) autores de livros, por meio do envio de um exemplar da obra ou outro comprovante de autoria, a critério e julgamento da Comissão do Prêmio e da Diretoria da UBE.
Art. 9º - Os eleitores votarão na sede da UBE de São Paulo. durante os dias úteis da semana, das 14 às 19 horas, ou encaminharão pelo correio o seu voto pessoal e assinado. A data de postagem definirá a validade temporal do voto. Não será permitido voto por meio eletrônico.
Art. 10º - O prazo para a inscrição de candidatos ao Prêmio, no corrente ano, iniciar-se-á em 1º de maio de 2011, estendendo-se até 1º de julho de 2011.
Art. 11º - Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria da UBE de São Paulo.
6 de maio de 2011
Por que o medo de morrer? É difícil pensar na própria morte? E uma educação para a morte, é possível? Eutanásia, ortotanásia e distanásia: qual o significado?
Estas e outras indagações, relacionadas ao tema morte, serão abordadas durante a entrevista que Maria Julia Kovács, psicóloga, escritora e professora da USP, concederá à jornalista Mariza Baur, no terceiro Programa da Conexão UBE – BSP, no mês de agosto.
Conexão UBE-BSP é fruto da parceria entre a União Brasileira de Escritores e a nova Biblioteca de São Paulo (localizada no Parque da Juventude – ao lado da estação Carandiru do metro). Desde a concepção do projeto, Joaquim Maria Botelho, presidente da UBE, e Mariza Baur, diretora de parcerias da UBE, receberam a acolhida generosa de Mario Silva, gerente cultural da BSP, que colocou sua equipe e o auditório à disposição da entidade de escritores.
O Programa, na sua primeira edição em junho, contou com platéia atenta à entrevista Erotismo e Poesia, concedida pelo poeta e diretor da UBE, Claudio Willer. Na ocasião, foram respondidas questões sobre erotismo místico, místicas do corpo, literatura licenciosa, erotismo e amor. E examinados textos que representam essas tradições na obra de autores contemporâneos (Octavio Paz, Mircea Eliade, Hilda Hilst e outros), e na obra do entrevistado.
Prazeres da Mesa Paulista com Monteiro Lobato, a entrevista do mês de julho, trouxe ao auditório da BSP os escritores Edmundo de Carvalho, diretor da UBE, e Wladimir Sacchetta. Neste encontro, tratou-se da cozinha paulista conhecida como “cozinha caipira” e sua marca, na história, deixada pelos bandeirantes e tropeiros. Falou-se sobre o criador do Sítio do Picapau Amarelo: na literatura e na culinária, ele buscava o gostinho das raízes nacionais.
Os Programas contaram com apresentação de fotografias e textos, realizadas por Elizabeth Muzzi, da Mabeth Cultura. Os participantes receberam resenhas dos assuntos tratados. As entrevistas foram gravadas para posterior publicação.
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