NINGUÉM / Luiz Carlos Freitas

"Ninguém", 500º título da editora, comemora 20 anos da Ibis Libris

‘Ninguém’, órfão, negro, pobre e sensitivo, triturado pouco a pouco pelos afiados dentes do Rio de Janeiro, para quem enxerga pouco, metáfora sobre a loucura, a sabedoria e a imbecilidade individual e coletiva, para quem vê além das aparências. Esses são os principais argumentos visíveis no livro "Ninguém", o novo romance do escritor gaúcho Luiz Carlos Freitas, reconhecido pelas obras assentadas na crítica social e na discussão das mazelas contemporâneas, notadamente na decadência da civilização ocidental. O lançamento do décimo livro do romancista, contista, cronista e colunista político está previsto para 24 de setembro, na Livraria Mundial, em Pelotas, publicado pela editora carioca Ibis Libris.
‘Ninguém’ chega ao mundo em complicado e urgente parto entre as estantes de livros da Biblioteca Nacional, sob o testemunho pasmo e reflexivo de grandes mestres da literatura. Renasceu meses depois, como único membro da família, formada pela mãe e sete filhos, a sobreviver a desmoronamentos no Morro do Borel em uma noite de tempestade. Só, rejeitado pelos parentes, vai parar no Instituto de Menores São Judas Tadeu, entidade benemerente, criada no início do século XX, com o discreto, mas decisivo apoio do escritor Machado de Assis.
É na instituição supostamente protetora de órfãos que o destino de ‘Ninguém’ se entrelaça com Maisum, Esperança e Benvindo; Irmão Gregório e Madame Carine; a desumanidade; a insanidade camuflada na sanidade; a ignorância no conhecimento; e a brutalidade na civilidade. A conturbada trajetória de ‘Ninguém’ escancara uma sociedade decadente, enferma e em transição, revisita conflitos íntimos milenares, constata que a inocência e a esperança sucumbiram ante o poderio da barbárie emergida do caos. Não há saída possível, senão resistir e, depois, exausto, inapelavelmente derrotado – morrer.

Luiz Carlos Freitas reside em Pelotas, RS. É romancista, jornalista, cronista e contista. Colunista político do centenário “Diário Popular”, concluiu o primeiro romance aos 17. Neto de imigrantes portugueses, começou a trabalhar aos dez, e exerceu diversas profissões antes de chegar ao jornalismo. Autor emergente da literatura contemporânea brasileira, já publicou nove títulos. Suas obras contêm forte conteúdo popular e são repletas de personagens marginalizados, com ênfase na redenção dos humilhados e dos oprimidos. Para o autor, o escritor deve tentar ser um agente de mudanças, buscando um mundo mais solidário e socialmente justo.

OBRAS PUBLICADAS
- O espião de almas (contos – 1997 – Editora da Universidade Federal de Pelotas).
- A revolta dos Agachados (romance– 1997 – Editora da Universidade Federal de Pelotas)
- Sob o olhar benevolente do pai (romance – 1999 – Editora Livraria Café)
- Amáveis Inimigos Íntimos ( romance - 2006 – Editora Mundial)
- Odeio muito tudo isso (romance – 2009 – Editora Terceira Margem)
- MoriMundo ( romance – 2011 – Editora Mundial)
- Cão ladrando à lua (romance – 2013 - Amazon)
- Vermelho quase sangue (romance- 2013 - Amazon)
- Homo Perturbatus – ( romance – 2016 – Editora Selo Jovem)
- Amáveis Inimigos Íntimos (romance- 2017 – 2ª edição – Editora Selo Jovem)
- Odeio muito tudo isso (romance – 2018 – 2ª edição – Editora Chaos Books)
- Ninguém (romance – 2020 – Ibis Libris Editora)

SERVIÇO:
Ninguém
Luiz Carlos Freitas
Ibis Libris
ISBN 9786599000294
Romance - 16x23 cm - 280 páginas
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