ENSINO DE MÚSICA PARA CEGOS SEM BRAILE: DESAFIO OU LOUCURA? / Paulo Mauá

A experiência do autor, com o Mestrado em Comunicação Acessível no Instituto Politécnico de Leiria, Portugal, e como coordenador e regente da Orquestra Música Transformando Vidas com pessoas com deficiência visual, parcial ou total, está descrita neste livro em fácil leitura para educadores, estudantes, músicos e pessoas interessadas em inclusão musical.

AVÔ, O QUE SÃO OS AÇORES?: UM STORYTELLING TEATRAL EM DOIS ATOS / Rafael Duarte Oliveira Venancio

Avô, o que são os Açores? não é apenas uma peça de teatro.Em novembro de 2019, fiquei sabendo de um concurso na Espanha para roteiros inéditos de teatro para jovens. Tinha algumas ideias na cabeça e resolvi arriscar.No entanto, eu parei e me questionei: "O que o jovem de hoje precisa ouvir?". Depois de alguma reflexão, a resposta que encontrei foi: "O jovem precisa ouvir como amadurecer e ver como os mais 'antigos' nos ajudam nisso".

A ORQUESTRA PANAPANÁ / Paulo Mauá

A Orquestra Panapaná conta a história de Beatriz, uma menina de nove anos, que resolve descobrir o motivo do desaparecimento de algo muito importante da casa dos avós. Ao lado de Lelo, o cachorro, depara com uma orquestra tradicional, a Panapaná, mas com músicos diferentes e um certo maestro surdo de origem alemã.

AS FILHAS DE EVA / Cássia Janeiro

É notável que, preso por um fio invisível, o leitor é capaz de imaginar todo o cenário onde as histórias ocorrem, além de poder visualizar as personagens e, a parte mais difícil, criar empatia pelo que essas pessoas vivenciaram de uma forma que a literatura oferece com maestria.
Bruna Meneguetti, especial para o caderno Aliás, do jornal O Estado de S. Paulo.

MEMÓRIAS DE UM MUNDO SEM VOLTA / Eduardo Antoniassi Oliveira

Um dramaturgo possuía suas criações provenientes de um amor platônico por uma mulher idealizada. Sendo ela sua principal fonte de inspiração, tenta dar-lhe vida criando personagens para os palcos. A melancolia, o esvair do criativo e o caos financeiro levam-no a uma frustrada tentativa de suicídio. Na luta pela vida, o delírio de sua febre apresenta-lhe a imagem de uma mulher. Seria ela real ou uma ilusão?

ÍRIS NEGRA / Adriana da Costa Teles

Três personagens conectados com seu tempo e com a busca de um lugar - físico e afetivo - , com o experimentar de suas fronteiras pessoais e geográficas, entre quereres e possibilidades, manifestos no encontro com o outro, na grande babel, Nova Iorque. A consciência da transitoriedade e do fluir da vida expressos pela força da narrativa que nos enreda neste descobrir-se dos personagens e de figuras históricas, ofertando-nos uma visita a uma galeria, in loco, bem como propondo um percurso virtual, à escolha do leitor, com itinerários internos e externos, biográficos e artísticos. A arte de duas artistas plásticas do século XX, Tarsila do Amaral e Georgia O´Keeffe, baliza e inspira diálogos e descobertas das personagens - e dos leitores - a partir do imbricamento das narrativas das personagens femininas que se cruzam e compõem uma relação triangular entre Cíntia, Constanza e Raul. Este romance é um convite ao cotidiano intenso de seres em viagem, no ritmo dos contextos e das relações do contemporâneo, marcado pela sobreposição da narrativa e do viver.

ARCO-JESUS-ÍRIS / JackMichel

Na colorida época do Flower Power Satanás decide visitar o arco-íris psicodélico de Jesus Cristo e, lá chegando, o louro e jovem Jesus hippie, vestindo calça boca-de-sino e jaqueta jeans, conta a ele como faz para fazer o bem vencer o mal e o leva a conhecer os 7 círculos de seu arco-íris, que são 7 círculos de cores diferentes: no Círculo Violeta ele encontra Sharon Tate e Charles Manson, bem como as demais pessoas envolvidas no caso Tate... no Círculo Anil ele encontra Mao Tsé-Tung e os chineses massacrados durante a Revolução Cultural... no Círculo Azul ele encontra Heinrich Himmler e os prisioneiros mortos nos campos de concentração nazistas... no Círculo Verde ele encontra a Talidomida e algumas crianças deformadas pela pílula... no Círculo Amarelo ele encontra Jim Morrison e as entidades indígenas que o levaram a morte... no Círculo Alaranjado ele encontra Oscar Wilde e os responsáveis por sua tragédia particular... no Círculo Vermelho ele encontra Thomas Blanton e as vítimas do atentado de uma igreja batista em 15 de setembro de1963. Após constatar que o mal realmente não existe naquele paraíso, Satã vai e conta ao mundo que é tempo de Paz e Amor.

QUEM MUITO SENTE, SENTE MUITO / Safira Ferreira

“Quem Muito Sente, Sente Muito” é uma obra sensível, logo, terá de ter sensibilidade para decifrá-la.Possui diversos assunto e temas, que definem alguma parte específica da autora. É possível notar que aqui há arte, cultura geek, o olhar dentro de si, missões, situações melancólicas, episódios de vida e amor.Esta obra pode te levar a enxergar o que está ao redor de maneira sensível, notando cada pequeno ato, acontecimento, e o valor que carrega desde muitas, até poucas palavras.

EU SOU YANKA / Eliaquim Batista

Eu sou Yanka narra a aventura de uma menina que nunca saiu de casa. Ou melhor, saiu quando muito pequena, mas não se lembra de muita coisa, só de pequenos detalhes mas que não fazem diferença. Ela não sai de sua casa, pois sua mãe, a amável professora Débora, foi assassinada por engano e seu pai, o matemático Leonel, acha o mundo um lugar muito perigoso para ela e seu irmão Lyno. Ele se casou com outra professora, Márcia, e o casal educa os irmãos em casa de uma forma bem diferente da convencional. Agora, prestes a completar 18 anos, Yanka quer pedir ao pai um presente nada convencional para si e que pode mudar todo o seu destino. Uma aventura que busca simplesmente a liberdade, mas que pode ensinar cada um de nós a sair do nosso lugar comum e irmos atrás dos nossos ideais.


CRÔNICAS DO COTIDIANO E A ÉPOCA DA INOCÊNCIA / Marcelo Allgayer Canto

Para os amantes da crônica e dos contos, acaba de sair Crônicas do Cotidiano e a época da inocência, uma coletânea de textos curtos, porém, bem redigidos, por meio dos quais o autor imprime seu estilo simples, mas autêntico. Talvez esteja aí a inocência presente no título. Tomando assuntos distintos como a importância do trabalho, da amizade, globalização e reflexões sobre o tempo e o clássico questionamento sobre a existência do homem – de onde viemos, para onde vamos? – Allgayer presenteia o leitor com seus pontos de vista e lucubrações bem assertivas sobre cada tema. Valendo-se de textos curtos e concisos, para não enfadar o leitor, as crônicas retratam com mais profundidade a situação do jovem Erick, trazendo certo suspense ao leitor. Mas, ao final, o leitor é recompensado pelo alívio de saber que Erick, apesar do sofrimento vivido, caminhou para um final feliz, casando- se e constituindo família. Marcelo Allgayer Canto é poeta e escritor nascido em Porto Alegre em 1963. É licenciado em letras pela PUCRS e especialista em Arte e Educação pela UNIASSELVI.

DESENHOS A LÁPIS / Oleg Andréev Almeida

Desenhos a lápis de Oleg Almeida é uma espécie de diário lírico em que o autor relata, de forma simples e convincente, as impressões reais e, ao mesmo tempo, oníricas que lhe suscita a cidade de São Paulo, sua vida cotidiana, sua beleza e seus contrastes: uma estranha declaração de amor a Pauliceia que o marcou, para todo o sempre, com sua aparente frieza e seu calor subjacente...
Nascido na Bielorrússia em 1971 e radicado no Brasil desde 2005, Oleg Almeida é poeta, ensaísta e tradutor multilíngue, sócio da União Brasileira de Escritores (UBE/São Paulo) desde 2010. Autor dos livros de poesia Memórias dum hiperbóreo (2008; Prêmio Internacional Il Convivio de 2013), Quarta-feira de Cinzas e outros poemas (2011; Prêmio Literário Bunkyo de 2012), Antologia cosmopolita (2013), Desenhos a lápis (2018) e de numerosas traduções do russo (Dostoiévski, Tolstói, Púchkin) e do francês (Baudelaire). 

BREVIÁRIO AMOROSO DE SÓROR BEATRIZ / Maria Mortatti

Em "Breviário amoroso de Sóror Beatriz" estão reunidos poemas escritos entre 1976 e 1993, por uma mulher que renunciou à vida comum para se dedicar à vida monástica. Dispersos entre anotações da rotina religiosa registradas nas páginas de seus diários — localizados há alguns anos no convento em que ela viveu reclusa até a morte —, os poemas reunidos neste livro, ao mesmo tempo em que evocam o ritual silencioso de recitação da liturgia do ofício divino, possibilitam entrever os profanos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos da vida íntima da fiel esposa de Cristo, transitando entre a submissão e a transgressão, a devoção e a heresia.
Maria Mortatti nasceu em 06/11/1954, na cidade de Araraquara/SP, onde estudou desde o curso primário até a graduação em Letras. Entre 1978 e 1991, atuou como professora de língua portuguesa e literatura na rede pública estadual de ensino e concluiu mestrado e doutorado em Educação na Universidade Estadual de Campinas.

DOS CHEIROS DE TUDO - MEMÓRIAS DO OLFATO / João Scortecci

João Scortecci é autor premiado. Nasceu em Fortaleza, Ceará em 1956. Mudou-se para São Paulo em 1972, onde reside até hoje. Autor de 23 livros e mais de 40 edições. Entre eles: A Morte e o Corpo, Água e Sal, Na Linha do Cerol, Quase Tudo, A Maçã que Guardo na Boca e Guia do Profissional do Livro (coautoria), já na 17 edição. 

Dos Cheiros de Tudo – Memórias do OlfatoÉ no dorso da nuca que encontramos os cheiros de tudo. No dorso fugidio da nuca - que se dobra - as vontades expostas do cheiro. Dos odores do olfato. Das propriedades e das essências no campo dos acolhidos. Das fragrâncias da pele. Das provocações e das alucinações dos arrepios da nuca entregues aos vícios do cheiro.

CONVERSA COMIGO / Ricardo Ramos Filho

Conversa comigo reúne 42 crônicas. Textos que não apenas dialogam com o leitor, mantendo o humor e um olhar para o cotidiano, mas também são ricos em literariedade, ou dito de outro modo, possuem uma percepção de que algo, na linguagem, extrapola a função referencial e nos remete a uma dimensão poética (ou simbólica). Em vários textos se delineia nitidamente uma mescla de história pessoal com o ficcional, ao mesmo tempo em que uma poesia inesperada espia através dos fatos da memória. Há nas crônicas de Ricardo Ramos Filho uma profusão de temas que nos deixam perplexos. A denúncia social, equilibrada ao momento lírico, provoca efeitos contundentes no leitor. Aparece “nua e crua” nossa problemática comum. A problemática de uma ‘democracia’ cínica que insiste em não reconhecer a verdadeira guerra urbana em que vivemos e que mata 62 mil pessoas por ano! Corrupção, desemprego e miséria são a tônica no país do carnaval que aprendeu a ser assim, a se aceitar assim, depois de 300 anos de escravidão. Finalmente, vale a pena ainda mencionar aqui a crônica “Leilão”, em que o autor narra a tentativa de resgatar um exemplar de “Vidas secas” autografado em 1938 pelo próprio Graciliano Ramos, avô do cronista deste livro.

CONTOS DE ELEVAÇÃO E DESAPONTAMENTO / Rogério Duarte

Em Contos de Elevação e Desapontamento, Rogério Duarte explora a interferência dos discursos do trabalho e do consumo na linguagem e nos afetos. Como o conjunto das experiências pessoais está rasurado pelo pragmatismo do mundo do mercado, os contos ganham, por vezes, uma feição assustadora, porque se inscreve neles o pragmatismo frio da produtividade, sem espaço para a dimensão emocional das personagens e dos narradores: são todos autômatos, orientados pelo relógio de ponto e pelas metas a cumprir. É dessa enfiada de desapontamentos individuais e coletivos que repontam os poucos espaços simbólicos de elevação – interstícios por meio dos quais, com alguma sorte, escapamos àquela lógica desumanizadora.

Rogério Duarte nasceu em 1976. Doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, é professor de Língua Portuguesa, Literatura e Redação há vinte e cinco anos. Contos de Elevação e Desapontamento é sua segunda obra de ficção.
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